Vinhos de Longa Guarda x Benefícios à Saúde

Os agentes protetores dos vinhos são substâncias conhecidas como mono e polifenóis (respectivamente dominantes nos vinhos brancos e tintos). E a melhor possibilidade de extração destes compostos se dá por uma conjunção de diversos fatores ambientais ligados à qualidade, tais como origem e bom estado sanitário dos vinhedos, com consequente colheita de frutos saudáveis, ricos em elementos orgânicos, que lhes dão vida e força, sem resíduos de pesticidas e herbicidas, aptos para um processo de elaboração cuidadoso e por isso longo, que lhes trarão qualidade, tipicidade e longevidade.

Dentro de um nível de excelência e respeito à matéria-prima que são as uvas, ambos devem gerar bons vinhos. A diferença é que os vinhos de guarda comportam os que sobrevivem e evoluem por décadas, oferecendo um conjunto de características excepcionais de qualidade sensorial, aliados aos elementos saudáveis da uva, enquanto os de itinerário curto oferecem somente qualidade gustativa que não se sustenta ao longo dos anos e, enfim, não podem prover ganhos na saúde do consumidor.
 
Resumindo, os “bons vinhos” são os que podem trazer aporte nutricional que contribua tanto para nosso prazer como no impacto em nossa saúde. Somente grandes terroirs podem trazer as melhores matérias-primas, assim como somente uma vinificação longa e cuidadosa pode fazer com que os vinhos possuam e preservem o máximo de compostos saudáveis possíveis com uma longa vida. E que, em meio a hábitos de vida adequados, possamos permitir que esses vinhos sejam adjuvantes e nos conduzam a uma existência responsável e feliz.
 
 

Fonte: Clube Paladar

Autor: André Logaldi, médico, membro da diretoria de degustação da ABS-SP, redator e revisor de textos sobre vinhos.