Se você está entrando agora no mundo dos vinhos, é bom ler essa matéria.
Quais são os tipos de vinho que existem?

1) Vinho Tinto

É aquele produzido a partir da fermentação do suco, ou mosto, extraído de uvas pretas ou tintas. É um dos tipos de vinho mais consumido, principalmente aqui no Brasil. Quando falamos de vinho automaticamente falamos de vinho tinto, pode perceber. Se você quer dizer que vai beber um vinho tinto, diz apenas “vou beber vinho”, mas se sua intenção é beber um vinho branco, tem que dizer “vou beber um vinho branco”. É realmente o vinho mais famoso.

Dentre as variedades de uvas que oferecem esse vinho temos a famosíssima Cabernet Sauvignon. Você provavelmente conhece essa casta. Sabe porque ela é tão famosa? Cabernet Sauvignon caiu no gosto popular porque o mercado quis. É uma uva de fácil cultivo se compara as outras e plantada em todas as regiões, de modo correto, dará bons frutos para a vinificação. Portando temos um vinho bom e de custo baixo. Perfeito para o mercado de massa.

Mas não esqueceremos de que a Cabernet Sauvignon nos traz excelentes vinhos, é famosa também porque é a principal uva do corte bordalês, vinhos que vem da região de Bordeaux, na França. Produz um vinho intenso e de bastante tanino, ideal para harmonizar com carnes e pratos mais gordurosos.

A Merlot­ é outra das estrelas dos tintos ­­também muito cultivada em diversos países e pode apresentar aromas de ameixa e uvas passas. Também tem plantio muito forte em Bordeaux, sendo, também, parte do corte bordalês.

O tinto é famoso também na área médica, uma taça ao dia é indicada por causa da presença de polifenóis, compostos químicos provenientes da casca da uva, além de tornar a bebida saudável, ajuda a eliminar as toxinas presentes em alimentos gordurosos e até mesmo combater radicais livres.

2) Vinhos Brancos

São aqueles de cor dourada e sabor frutado e são produzidos a partir das uvas brancas. É indicado para ser servido gelado e acompanha muito bem frutos e peixes do mar. Ainda pouco apreciado no Brasil, o vinho branco vem aos poucos ganhando seu destaque.

Para quem quer apreciar esse tipo de vinho, há mais uma vantagem, pesquisadores do Departamento de Anatomia Humana da Universidade de Milão mostraram recentemente que as substâncias presentes nos vinhos brancos podem reduzir a tendência de doenças como artrite reumática e osteoporose.

Sobre as uvas de onde são feitos os vinhos brancos, a Chardonnay é considerada a uva rainha para este tipo de vinho. Está para o branco, assim como a Cabernet Sauvignon está para o tinto. Um fato curioso é que a Chardonnay é uma das mais presentes entre espumantes. Isso explica o fato de que a maior região de cultivo de Chardonnay na França é em Champagne.

3) Vinho Rosé

É feito de uvas tintas e tem tons variados (A maioria imagina que ele vem da mistura de tinto com branco, mas isso não acontece, ok? Em algumas regiões viníferas isso é até proibido por lei!), conhecido como um vinho sofisticado, é ideal para degustar no verão. No Brasil, o mercado de vinho Rosé está em expansão, isso porque o número de apreciadores aumentou. Isso se deve a um marketing poderoso para elitizar a bebida, usado por grandes vinícolas nacionais e mundiais.

O rosé, nos EUA, é símbolo de status e bon vinvant, é um vinho que pode ser encontrado com facilidade na costa da Califórnia, bebido na beira da praia e que consegue agradar muito aos jovens da região.

Na culinária, os rosés merecem atenção também. Tem grande potencial de harmonização com pratos como salmão sem muito molho. Grelhados, por exemplo.

Para uma janta especial e romântica, ele casa perfeitamente, principalmente com pratos leves como peixes. Ou então apenas para saborear no final de tarde, apreciando a vista do mar. Se você tem preconceito com rosés, saiba que eu era um desses. Hoje sou amante desse tipo de vinho. Troco apenas por um bom Chardonnay, dos brancos.

Uma curiosidade é que os rosés vem de uvas tintas. E de acordo com a uva do qual é proveniente ele mostrará tons de rosas passando por salmão e cor de casca de cebola. Essas últimas cores são bastante presentes quando a uva utilizada é a Cabernet Sauvignon. Os rosés passam por um processo onde é excluída a casca durante a produção, o que lhe confere menos cor.

4) Os vinhos doces ou vinhos de sobremesa

Se você quer conquistar uma mulher ou alguém que não é muito fã desse mundo de vinhos, ofereça um vinho doce licoroso. Temos exemplares nacionais da Aurora muito populares e deliciosos. Chamado de Colheita Tardia deve estar em torno de R$ 20,00. Se você quiser harmoniza-lo, eu indico alguma sobremesa que seja doce porém tenha sabores cítricos como laranja. Tortinhas de laranja são uma boa pedida. Você vai fazer uma festa na boca com tanto sabor.

O vinho licoroso tem alto teor alcóolico, por isso é servido em cálices – pequenas taças. É uma ótima maneira de começar a apresentar vinhos para seu par, caso ele ou ela não seja muito fã desse mundo.

É importante ressaltar aqui que os vinhos doces dessa categoria nada tem a ver com os vinhos ditos suaves, vinhos coloniais feitas de uvas de sobremesa. Uvas para serem consumidas como fruta e não vinificadas. Da família das vitis americanas (ao contrário das vitis viníferas). Esses vinhos suaves tem qualidade inferior e podem ter adição de açúcar. Falaremos mais sobre isso em um artigo especial onde explicarei a diferença entre vinhos finos e vinhos de mesa (tinto suave, seco, etc).

5) Vinhos fortificados

São aqueles que recebem aguardente vínica (grapa) ou alguma outra bebida destilada como o conhaque, e assim se tornam mais fortes ou fortificados. Contém alto teor alcoólico e sabor doce. O Vinho do Porto é um dos vinhos fortificados mais conhecido.

O motivo original para a adição desse álcool era para que o vinho tivesse uma vida maior, pois o álcool é por si um antisséptico, funcionando como um conservante natural. Com o tempo, caiu no gosto e formou seu próprio nicho dentro dos vinhos.

6) Espumantes

São vinhos que tem gás carbônico. Ou seja, são vinhos gaseificados. Mas vamos com calma. Existem diversos modos e subdivisões, como já mencionamos anteriormente. Mas vamos tentar facilitar nessa primeira etapa.

É chamado de espumante todo o vinho que passa por duas fermentações. Uma delas é a fermentação normal, no qual o açúcar da uva se transforma em álcool.

A segunda fermentação é a que pode adicionar o CO2 ao vinho. Aqui começa a ficar interessante. Esse processo pode se dar fora ou dentro da garrafa. Quando é feito este segundo processo de fermentação dentro da garrafa, definimos o método como Champanoise ou Tradicional. Se ele é feito dentro de tanques de inox, chamamos de método Charmat. Obviamente o primeiro dará maior corpo ao vinho, tornando-o mais caro porém de melhor qualidade. Vale experimentar os dois, óbvio!

Curiosidade: O método Champanoise consiste em um dos mais charmosos rituais no mundo do vinho. As garrafas são viradas uma a uma, ¼ por dia, para melhorar a fermentação e a produção das borbulhas. Durante o momento em que o espumante é servido, na taça, essas borbulhas são chamadas de perlage, e a intensidade, tamanho, frequência e persistência das perlages podem indicar a qualidade de um espumante!

E pra finalizar, sim, champagne e espumante é a mesma coisa, porém apenas os produzidos na região de Champagne, por questão de legislação local, pode ser chamado de Champagne. O mesmo acontece com a Cava espanhola.

Via Vem da Uva