Sua origem não é exata, mas acredita-se que ele tenha sido feito pela primeira vez no interior de Minas Gerais e São Paulo com o objetivo de esquentar o corpo nos meses frios de inverno.

A mistura era originalmente preparada com pinga, gengibre e especiarias. Com o tempo, e com a adoção do quentão pelas festas juninas, as receitas começaram a variar, incorporando a cachaça, o vinho, canela e até marshmallow e frutas. Misturas certamente bem sucedidas, mas nada de se empolgar com o gosto único e o calorzinho delicioso causado pela bebida. Por causa do álcool, ela pode embriagar rapidamente se consumida em excesso.
As calorias também não são poucas. Com tanto álcool e açúcar, um copo de 200 ml de quentão pode chegar a 400 calorias.

Tradição
A receita mais tradicional conhecida atualmente é a de cachaça, água, açúcar, gengibre, cravo-da-índia e canela. Em algumas regiões, são adicionados laranja e limão à mistura enquanto a bebida ferve. É possível também acrescentar frutas descascadas, como a maçã, o que é geralmente feito no preparo do quentão de vinho.

Qualidade
Para garantir uma ótima bebida, é importante escolher bem a cachaça, pinga ou vinho. Bebidas de boa qualidade fazem um quentão muito melhor, então atenção à origem e propriedades delas. É importante também não fugir da ordem de preparo. No caso do quentão de cachaça, o açúcar vai primeiro para a panela, seguido do gengibre, cravo e canela. A água é adicionada quando o açúcar está derretido, mas antes de ele escurecer. A cachaça vem em seguida – cerca de meio litro de água para cada meio litro de bebida destilada, para que a mistura não fique muito forte. Utilize uma peneira para tirar os ingredientes sólidos antes de servir. O quentão preparado com vinho tinto é popular especialmente no sul do Brasil. A receita também leva gengibre, cravo, canela, açúcar, água e o vinho, ao invés da cachaça ou pinga.

Fonte: Deville