O que todo Apreciador de Vinho deveria saber

O vinho no Cinema:

No icônico desenho “Ratatouille”, o sombrio e carrancudo crítico gastronômico Anton Ego leva ao restaurante uma garrafa de Cheval Blanc 1947, e intimida o garçom a lhe sugerir uma harmonização perfeita. O cobiçado ícone bordalês, produzido em Saint Émilion, também está presente em “Nunca Mais Outra Vez”, episódio de “007”. Mas foi sua participação no célebre filme “Sideways, Entre Umas e Outras”,de 2004, que tornou o exclusivo Cheval Blanc mais conhecido do público. O filme causou um insólito efeito no mercado de vinho nos EUA: colocou os vinhos de Pinot Noir entre os mais vendidos no país e a uva caiu definitivamente no gosto do norte-americano.

Qual a idade do Vinho?

Frequentemente, descobre-se que o vinho é mais antigo. Há duas décadas, sua origem era estimada em aproximadamente 5.000 anos. Hoje, sabe-se que a bebida existe há pelo menos 7.000 anos. Em 1922, quando a tumba do faraó foi descoberta, além dos conhecidos tesouros, foram encontrados jarros de vinhos cheios, lacrados e contendo escritos com informações que pesquisadores acreditam ser referências à origem e ao método de produção.

O Vinho no fundo do mar:

De tempos em tempos, cargas raras de bebidas são encontradas em naufrágios desaparecidos há séculos. Uma das mais célebres descobertas se deu em 2010, quando uma carga de 168 garrafas de champanhe, produzidas há 170 anos, foi achada em um naufrágio a 50 metros de profundidade, no mar Báltico. A bebida foi submetida à análise química e degustada. “Era um vinho muito agradável, impressionante. Fiquei bastante tempo com seu aroma na boca”, disse Philippe Jeandet, professor de bioquímica da ciência dos alimentos da Universidade de Reims, na França. Verificou-se, ainda, que os champanhes daquela época tinham quatro vezes mais açúcar residual dos que os produzidos atualmente.

 Quantas Uvas existem? 

Não se sabe ao certo. O tema é controverso e as descobertas se sucedem, alterando constantemente o que se sabe a respeito. Existem aproximadamente 5.000 espécies de uvas viníferas catalogadas, e outro tanto de espécies não viníferas. O que torna esses números incertos é que, com frequência, espécies tidas como iguais revelam-se castas distintas, bem como o contrário: uvas de nomes diferentes, cultivadas em regiões diferentes, são comprovadas como sendo da mesma espécie. As incontáveis variações de aspecto, de aromas e de sabores se dão comumente em função dos solos, do clima, do manejo dos vinhedos e dos variados processos de produção dos vinhos. Ainda há muito a ser descoberto.

Vinhos Brancos também podem envelhecer?

Normalmente, a maioria dos vinhos brancos é elaborada para consumo imediato, pois há pequeníssima presença de taninos, vitais para que o vinho suporte longos períodos de guarda. No entanto, há brancos que podem ser guardados, e, nesse caso, o elemento chave para que o vinho suporte vários anos em uma adega é a sua acidez. Um ótimo exemplo são os magníficos brancos produzidos em Chablis, uma sub-região da Borgonha, terra dos melhores Chardonnays do mundo, onde os brancos têm notável estrutura de fruta e de acidez, o que faz com que estes vinhos suportem algo como duas décadas de guarda. Outro elemento responsável por dar ao vinho resistência ao tempo é o seu nível de açúcar. Vinhos brancos doces, de sobremesa, como os franceses Sauternes e os célebres húngaros, os Tokajis, podem resistir (e amadurecer) por mais de 50 anos.

Fonte: Clube Paladar