Nos dias mais quentes, o vinho rosé pode ser uma ótima opção, caracterizam-se pela leveza, frescor e sua harmonização com pratos leves preparados de forma mais simples. São vinhos geralmente consumidos em sua juventude, enquanto sua marcante acidez, principalmente naqueles mais secos, encontra-se ainda em seu auge.

São produzidos e apreciados em diferentes partes do mundo e podem ser elaborados através de diferentes processos, onde, o enólogo, utilizando tanto uvas brancas quanto tintas, tem controle total sobre a tão apreciada cor do vinho que é produzido. Antes de começar a apreciar esta maravilhosa bebida é necessário conhecer:

  • Produção dos rosés;

  • Uvas utilizadas na produção;

  • Rosés mais famosos;

  • Harmonização de vinhos rosés;

  • Ordem de serviço, temperatura e taça adequada;

  • Por quanto tempo guardar o vinho e como armazená-lo depois de aberto.

Massas

Tudo vai depender do molho.

Os mais simples e ácidos ficam melhores com os rosés leves e refrescantes, já os mais untuosos combinam melhor com os rosés de maior corpo e estrutura.

Pizzas

As que contém queijos e molho de tomate, pedem pelos rosés de acidez elevada, que podem ser os leves e refrescantes ou mesmo alguns mais aromáticos e secos.

Pizzas de atum podem ficar interessantes com rosés mais encorpados.

Peixes e Frutos do Mar

Sashimis e demais ‘peças’ de peixes de carne mais escura podem combinar muito bem com os rosés leves de acidez elevada.

Carnes Brancas

Aqui é importante pensar na estrutura da carne e como a mesma foi cozinhada, além do peso do molho utilizado.

Quanto mais simples o conjunto acima for, mais simples e leve o vinho deve ser.

Coxas e sobrecoxas de frango podem combinar bem com os rosés mais leves, com certa mineralidade e acidez média/alta.

Produção dos vinhos rosé 

Os vinhos rosés são produzidos através de diferentes processos onde, o mais comum, semelhante aos vinhos tintos, obtém a cor da bebida através do contato com as cascas das uvas tintas durante o processo de fermentação. Conheça os 3 processos mais utilizados:

  • Maceração Curta: É o nome dado ao período em que o mosto permanece em contato com as partes sólidas da uva. Muitas pessoas não sabem, mas o tempo de contato é o que determina o quão intenso será a cor do vinho e, no caso dos rosés, um tempo curto de maceração, que geralmente leva algumas horas, é suficiente para extração de cor necessária para elaboração da bebida;
  • Corte: Neste processo as uvas brancas entram em cena. Vinhos brancos e tintos já vinificados são misturados para obtenção do vinho rosé. É um processo muito utilizado na elaboração do vinho rosé espumante na região de Champagne, na França; 

  • Sangria: Uma forma alternativa de obter um vinho rosé através da elaboração de vinhos tintos. Durante o processo de maceração com uvas tintas, uma pequena parte do suco é retirado ou ‘sangrado’ da cuba para elaboração do vinho rosé. O suco que não é sangrado, isto é, que continua na cuba, será fermentado até o final, originando um vinho tinto.

Uvas mais utilizadas 

Cada variedade de uva tem características particulares e podem originar vinhos rosés de cores mais claras às mais escuras, com diferentes aromas, sabores e texturas. A Pinot Noir e Merlot, podem gerar vinhos varietais mais leves e claros, com cores que lembram à pétalas de rosa e casca de cebola. Já a Sangiovese, Malbec e Syrah, podem originar vinhos varietais mais escuros, lembrando às cores cereja e morango, além de serem mais encorpados. As uvas tintas a seguir podem ser consideradas as mais utilizadas na elaboração de vinhos rosés:

  • Cabernet Sauvignon;
  • Carignan;
  • Cinsault;
  • Grenache;
  • Malbec;
  • Merlot;
  • Mourvedre;
  • Pinot Noir;
  • Sangiovese;
  • Syrah;
  • Tempranillo.

 Fonte: vidaevinho